No finalzinho da tarde de ontem, em meio a um clima de agitação provocado pela repercussão da notícia veiculada por este site focando sua estratégia de retardar o cumprimento da decisão judicial, o prefeito Seiji Eduardo Sekita, de São Gotardo, no Alto Paranaíba, finalmente, assinou a intimação pela qual o juiz Ademir Bernardes de Araujo Filho lhe concede prazo de 10 dias para colocar à disposição da Câmara Municipal o calhamaço de documentos fiscais sob suspeitas de superfaturamento nas aquisições de remédios destinados à rede hospitalar municipal.

Prefeito Sekita foi intimado, ontem

Prefeito Sekita foi intimado, ontem

O clima de expectativas vivido na prefeitura se explicaria pelo fato de que – um pouco antes de o governante (não localizado desde sexta feira) receber a oficial de justiça Bianca Resende – a secretária Damaris de Jesus Santos Lima enviou correspondência a este site, exatamente às 16h11m, dando satisfações públicas jamais feitas em 18 meses de administração repleta de denúncias: “Para sua informação, disse ela, esclarecemos que o prefeito Seiji Eduardo Sekita despacha normalmente na sede da Prefeitura Municipal onde recebe qualquer documento que lhe for apresentado. Qualquer outra interpretação carece de fundamento”.

Na opinião de um conhecido jurista local, a mensagem enviada pela secretária tinha o objetivo específico e exclusivo de tranquilizar, isso sim, o Poder Judiciário local onde o juiz Ademir Bernardes de Araujo Filho poderia interpretar o sumiço do prefeito como se um perigoso abandono das funções administrativas, sugestivas de sansões rigorosas,  apenas para se livrar de assinar a intimação.

Não há dúvidas de que o discernimento do magistrado caminhariam nesta direção, por ser também injustificável que um agente público se negue, durante quase 70 dias, entregar documentos que qualquer administração transparente e honesta coloca à disposição da sociedade e de autoridades fiscais, em qualquer circunstância .  É de se registrar que o atual governo de São Gotardo se elegeu prometendo honestidade e transparência nos seus atos, o que não se verifica em 18 meses de mandato, do primeiro dia até a presente data.

Ainda sobre a intimação, o prefeito Sekita não tem o que reclamar do magistrado Bernardes Araujo que até foi condescendente com ele. Depois de empurrar, durante quase 70 dias, o cumprimento desta obrigação prevista em lei, ainda ganhou mais 10 dias, que podem virar 20.

Mas o mandatário poderá, agora, demonstrar boa vontade de colaborar e compensar o atraso se, imediatamente, entregar a papelada à equipe de auditores contratada em Araxá.

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