A maior desgraça de um infeliz juramento no qual se promete a alma ao diabo em troca de um grande favor é que o tempo passa muito rápido.

No pleno usufruto do suposto benefício, quando menos se espera, o carcará ressurge para cobrar a dívida sem direito a opções.

E tudo pode piorar ainda mais se o “tinhoso”, traiçoeiramente, muito antes de vencer o prazo pactuado, cismar de quebrar a regra do jogo e aparecer na calada da noite, implacável,  para buscar o objeto do contrato.

Pois de tais angústias e amarguras está padecendo, neste momento, o prefeito Seiji  Eduardo Sekita, de São Gotardo, no Alto Paranaíba, cidade onde ele –  na tentativa de evitar a cassação líquida e certa dos seus direitos políticos  – acabou subjugado ao ritual de um pacto com forças subterrâneas do poder invisível local destinado a mantê-lo no cargo até 2016.

Não obstante, pelo andar da carruagem, tudo indica que o diabo resolveu romper o acordo e antecipar o fechamento da tampa do seu caixão político já no próximo mês de setembro.

 Paulo Uejo: poder invisível, aniquilando barreiras,  o novo chefe da cidade

Paulo Uejo: poder invisível, aniquilando barreiras, o novo chefe da cidade

Este site – decidido a investigar os recônditos obscuros do acordo político – descobriu um plano arquitetado com refinado toque mefistofélico no qual o supremo chefe da operação, o médico Paulo Uejo, se encarrega agora apenas de preparar sua última caixa de maldades destinada a mandar para o espaço e em definitivo o futuro político de Seiji Sekita, tendo em mira as eleições de 2016.

Toda a trama se inicia pelo cumprimento da primeira e principal exigência do pacto firmado, recentemente, destinado a livrar Sekita das punições de uma CPI: a nomeação do vereador Claudionor Anicésio ao importante posto de secretário municipal  da Administração (já efetivada).

Devidamente  empossado no cargo da Prefeitura, Claudionor se encontra estrategicamente orientado, com carta branca, para se aprofundar nos corredores tortuosos de todas as possíveis irregularidades praticadas por Sekita, seu vice Carlos Camargos e a equipe de assessoria do prefeito, com poderes ainda para arquitetar muitas outras sacanagens até o mês de Setembro.

Concluída esta importante etapa determinada pelo médico Paulo Uejo, Claudionor deverá alegar motivos de força maior e se desligará da secretaria, retornando à Câmara para reassumir o cargo ocupado pelo suplente José Luiz Messias Neto. Deverá levar na pasta um pacotaço  de provas incriminadoras. Imediatamente, pedirá uma nova CPI, se elege presidente da Câmara e cassa o atual mandatário momento em que assume, solenemente, a administração municipal. 

E nestas maquinações que causariam inveja até ao cardeal francês Richelieu ainda deixa seu cortesão Valdivino Honorato no destacado posto de presidente da Casa Legislativa. Incrível, inacreditável, fantástico, mas tudo é verdade. Façanha digna do estilo PU de fazer política eliminando todos os obstáculos. Resta saber se o diabólico e ardiloso plano, agora levado a público, não sofrerá obstáculos.

Como se verifica, Seiji Sekita, totalmente desmoralizada e sem autoridade de comando, já é visto como se um fantoche na prefeitura, uma espécie de rainha da Inglaterra, completamente manietado e subjugado aos interesses do agora dono da cidade Paulo Uejo. Também já não dispõe de  qualquer poder de influência na Câmara onde todos os projetos passam a depender do assentimento ou não do agora chefe Uejo. E tudo isto repercutindo em prejuízos para o município.

Sekita: submissa servidão. Virou rainha da Inglaterra

Sekita: prefeito de mentirinha. Virou rainha da Inglaterra

Neste site, alguns seguidores de Uejo se vangloriam de que cidade só ganhou com sua volta, pois ficou livre das influências  de Edson Cezário. Na verdade, está muito longe de ser esse o caso. Trata-se de briga entre duas  organizações perigosas em que uma se impõe sobre a outra, a qualquer preço. Provavelmente, alguns desses fanáticos que  atribuem ao médico poderes de fazer milagres contestarão tais afirmações. Mas o que se pode esperar de um político   com a sobrecarregada ficha de sujeiras como a do ex-prefeito tão pródigo em façanhas de afrontar as leis?

É a mais pura verdade que PU cometeu crimes gravíssimos. Mas, no entendimento  deste site, nenhum deles gerou tantos danos morais e desrespeito ao povo de São Gotardo quanto o atestado falsificado  por Claudionor Anicésio, então presidente da Câmara Municipal, visando dar condições legais ao médico de candidatar-se nas eleições municipais de 2012. PU se encontrava impedido (e ainda está) de concorrer a processos eleitorais por que suas contas referentes ao exercício de 1994, quando prefeito, foram carimbadas sob a pecha de rejeição.

Enfim, uma Casa com poderes para fiscalizar atos do executivo escancarava suas portas à um ex-executivo, para prática de crimes. E, neste momento, a dupla continua firme e unida na busca de fazer valer seus interesses escusos. O Ministério Público local precisa ficar atento. A Câmara Municipal, neste momento, carece de suas honrosas e legítimas funções..

Tratou-se de afronta à população e aos poderes constituídas, pois Uejo e Claudionor, nesta mesma investida, enganaram também um promotor e um juiz eleitoral. É possível medir, por aí, qual a visão deles sobre o significado de administração pública. Só após as eleições, através de uma denúncia anônima, a criminosa operação seria descoberta e desmascarada com os dois envolvidos enquadrados nas leis penais.

Sobre o processo relativo a este  documento forjado, PU já perdeu na primeira e segunda instância da Justiça. O caso (criminalmente comprovado)  está atualmente no STF e suas chances de não obter lá nenhuma guarida podem ser consideradas de 100 %. Recentemente, o ministro Joaquim Barbosa assim se manifestou: “estamos acabando com esta obrigação de avaliar processos que já chegam aqui julgados pela primeira e segunda instância. Que necessidade temos de examinar julgamentos já feitos por quem conhece de perto todos os envolvimentos?”

Claudionor: caindo a máscara, o poder a qualquer custo

Claudionor: caindo a máscara, o poder a qualquer custo

No dia 15 de abril, a CPI contra atos de Sekita será oficialmente concluída e encaminhada à Justiça onde haverá julgamento neutro. Nas mãos do juiz estarão provas criminais concretas de documentos fraudulentos para desvio de recursos públicos. O futuro do prefeito não é nada promissor. E nem o de PU. De certa maneira, a união dos dois foi muito boa. A sociedade são-gotardense tem agora a oportunidade única de embrulhar os dois em um mesmo pacote e se desvencilhar deles, para sempre.

Descuidadamente, ao se juntarem, os dois apenas formalizaram um estilo comum de práticas lesivas e oportunistas na administração pública. No caso de PU, São Gotardo sequer necessita dos seus serviços médicos. Em duas cidades próximas sua competência é muito questionada. E o problema da falta de doutores pode ser facilmente contornado com o fim dos desvios de verba na área da Saúde. Haveria dinheiro de sobra para pagamento de bons profissionais.  Ano passado, gastou-se  lá cerca de R$ 7 milhões a mais do previsto e nada mudou. Porque será?

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