O Centroesteurgente vem sendo acusado, nos meios políticos de São Gotardo, no alto Paranaíba,  de estar usando de muito rigor nas reportagens  tratando da questão envolvendo o edifício público tradicionalmente conhecido pelo nome de  “Prédio amarelo” (fechado por causa de problemas estruturais)  quando critica também  as administrações passadas pela destruição de outros imóveis do acervo histórico.

Matérias sobre Prédio Amarelo não foram do agrado das autoridades municipais

Matérias sobre Prédio Amarelo não foram do agrado das autoridades municipais

A editoria desta janela não apenas sustenta cada palavra escrita sobre a dilapidação  insensata e indiscriminada de patrimônios antigos, sem o conhecimento do povo, como também  acusa os possíveis descontentes com as matérias  de não conhecerem a própria história do município.

Na página 103 do livro “História de São Gotardo”, capítulo “Tradições Históricas Desaparecidas”, o escritor José Ferreira Gonçalves, “Juquinha Carneiro”,  faz as mesmas denúncias apontando as  edificações destruídas (aqui citadas) e ainda acrescenta uma capela na avenida Getúlio Vargas e a  primeira  sede do ensino primário construída em 1915, em atendimento ao decreto de emancipação política do município.

Sobre a velha  matriz de São Sebastião, na praça do mesmo nome, ele repete uma  informação do próprio Jornal Estado de Minas acusando sua demolição como perda da arte mineira, por se tratar de imóvel antigo do interior, de adobe e pau a pique.

Carneiro é severo também quando se refere à demolição do antigo Forum e Cadeia Pública. Leiam seu texto, na íntegra:  “Edifício da cadeia e foro – construído para o fim da instalação do município em 30 de setembro de 1915 era belo prédio de linhas suaves em sua arquitetura. Ostentava-se altaneiro na parte alta da Av. Getúlio Vargas. Em seus salões realizavam-se festividades, acontecimentos memoráveis, como a instalação do município, citada, a instalação do Termo Judiciário, em 1917. Ai funcionavam a Câmara Municipal, com seus vereadores  e as sessões do Tribunal do Juri. Ainda as audiências dos juízes de Direito e Municipal neles se oficiavam. Pois bem, foi demolido o edifício, sem mais preâmbulos, ficando a cidade privada dessa recordação histórica”.

O escritor estava corretíssimo em seu julgamento. E em se tratando da linha de fiscalização adotada por este site ela igual às demais existentes no mundo inteiro , ou seja, as de proteger patrimônios representativos da memória histórica.

O rigor com que foram publicadas as matérias sobre o Prédio Amarelo se deve às dificuldades encontradas na obtenção de informações oficiais sobre a questão, considerando-se que a diretora do Departamento de Cultura, Maria de Lourdes Castro Urbano preferiu  o silêncio quando procurada à se manifestar. Ainda hoje, as autoridades municipais persistem na recusa de fornecer informações, pelo menos em se tratando do Centroesteurgente.

Não se fez aqui referência a assuntos corriqueiros. Estivemos falando de um  bem público  que teve  suas portas lacradas, sob suspeita de riscos estruturais, sem qualquer pronunciamento das autoridades. Diante do possível risco de outro imóvel jogado ao chão, sem conhecimento do contribuinte que bancou sua construção,  resolvemos tornar público  o assunto.

O  “JORNAL DAQUI”, de São Gotardo, já anunciou, em nossa janela no Facebook, que  neste domingo, publica notícias sobre medidas a serem tomadas pela Prefeitura, em relação ao edifício.. Em outras palavras,  um veículo de comunicação recebeu informações privilegiadas, em detrimento de outro, numa demonstração típica de retaliação por parte das autoridades locais..

Datada de 06 de setembro último, enviamos o seguinte questionário à diretora do Departamento de Cultura de São Gotardo, até hoje, não respondido:

Email id :
Belo Horizonte, 06/09/013
À Maria  de Lourdes Castro Urbano,
Diretora do Departamento de Cultura
São Gotardo/MG
Eminente senhora,
Conforme suas sugestões, estamos encaminhando a este órgão um questionário desenvolvido   em torno dos problemas relativos ao  imóvel de propriedade municipal,  o “Prédio Amarelo”, recentemente, interditado em decorrência de possíveis riscos estruturais. São as seguintes perguntas:
1 –  Quais foram os problemas  detectados pelo Departamento de Engenharia da Prefeitura de São Gotardo e o laudo do Corpo de Bombeiros de Patos de Minas que levaram à decisão de se esvaziar e fechar o edifício? Em que data foi tomada a decisão? Quais são os planos da Prefeitura e deste Departamento em relação ao futuro deste  bem público?
2 –  A prefeitura já abriu licitação visando a  restauração do imóvel, porventura, já existindo orçamento dos custos?
3 –  Haveria hipótese de sua estrutura estar condenada, sendo recomendável sua demolição? O esvaziamento dele foi por  causa disto ou apenas para reformas? Os srs. poderiam, por gentileza, nos enviar uma cópia do laudo dos bombeiros, além da avaliação do engenheiro municipal?
4 – Por quanto tempo ele permanecerá fechado? Sabe-se que um imóvel  desocupado sofre muito mais o desgaste provocado por intempéries, além dos riscos de ser invadido e ainda mais danificado pela ação de vândalos.
5- Onde se encontram depositados os móveis, objetos e todos os arquivos  de  lá  retirados? Por se tratar de edifício sempre caracterizados por  atividades públicas, tais arquivos constituiriam documentos de grande importância por se encontrarem neles a história rotineira do município.
Nossos agradecimentos,
Saudações
                                                              CENTROESTEURGENTE
                                                                    WolneyGarcia

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