Edificação viva na memória de cada cidadão, dentro ou fora do município. Não se justifica sigilo em torno do seu fechamento. População  vai ficando impaciente.

Edificação viva na memória de cada cidadão, dentro ou fora do município. Não se justifica sigilo em torno do seu fechamento. População vai ficando impaciente.

A Prefeitura de São Gotardo, no Alto Paranaíba, continua em débito crescente com a população. Por intermédio do seu Departamento Cultural, persiste na injustificável teimosia  de  não tornar públicas  as avaliações técnicas  do Corpo de Bombeiros de Patos de Minas e do engenheiro municipal  que teriam provocado as  medidas de  interdição, há mais de dois meses,  do edifício público  catalogado no acervo histórico  da cidade   pelo nome de “Prédio Amarelo” .

Até aqui só  se sabe, não oficialmente,  que as lajes do primeiro e segundo andar apresentaram rachaduras por acúmulo de peso de coisas lá depositadas, durante décadas,  principalmente, toneladas de arquivos.

A persistente  e desgastante decisão do prefeito Seiji Sekita de manter em sigilo as causas do esvaziamento e interdição  da edificação redunda em sérios  prejuízos ao próprio município que perde oportunidade  de catalisar a opinião pública em favor de mobilizações culturais  em torno  dos seus acervos  culturais, além de muito  nociva também por gerar suspeitas, especulações e até denúncias.

Um leitor de nome José Antônio  escreveu a este site fazendo  gravíssima acusação de  que os arquivos do Prédio Amarelo  recolhidos no terceiro andar, calculados em toneladas, foram totalmente incinerados. Caso tamanho absurdo tenha, de fato,  ocorrido, cometeu-se   um atentado, um ato de depredação, para não se dizer um crime,  contra a própria a cidade, pois terão sido transformados em cinzas milhões de papéis-ofício e outros documentos sobre os quais se escreveu, paulatinamente, em mais de sete décadas, grande parte da história local enquanto no exercício das  diversas atividades lá acumuladas, principalmente, na área de educação.

O Prefeito Seiji Sekita, o vice Carlos Camargos e a diretora do Departamento Cultural, Lourdes Castro Urbano,  continuam em débito cada vez mais crescente com a população e precisam, pelo sim ou pelo não,  esclarecer se são verdadeiras tais denúncias. Não se pode imaginar a existência de mistério e sigilo em torno do caso,  originando mais uma crise desnecessária de   desgaste, como ocorreu demoradamente na área de Saúde,  durante quase sete meses, ininterruptos.  Tudo está ocorrendo por causa do autoritarismo e do sigilo injustificável

Este site continua totalmente disponível  às autoridades para o esclarecimento das dúvidas.  Estariam  apenas e nada mais  que cumprindo  o dever de dar satisfações sobre um imóvel de propriedade do povo, pondo fim à celeuma  por elas mesmas provocadas. À Câmara Municipal e ao Ministério Público caberia também exigir transparência neste caso, solicitando do executivo municipal  o endereço do local onde se acham depositada e intacta a referida documentação.

No dia seis de setembro último, ao encaminhar  um questionário sobre o assunto à diretora do referido Departamento Cultural a editoria deste site já revelava suas preocupações com a preservação dos arquivos e do Prédio Amarelo pelo fato de que o período de chuvas  se encontra muito próximo, alertando também sobre  os graves riscos ocasionados pelas  intempéries na estrutura  que fica ainda mais fragilizada quando não habitada. No entanto, até hoje   não foi respondido. Pior ainda,  ele foi elaborado e encaminhado por sugestão da própria diretora do Departamento cultural.

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