Ano passado, sem nenhuma explicação à população, o prefeito fechou o Prédio Amarelo. E também sem nenhuma explicação  o reabriu após denúncias de que seria derrubado. O edifício necessita de reformas urgentes.

Ano passado, sem nenhuma explicação à população, o prefeito fechou o Prédio Amarelo. E também sem nenhuma explicação o reabriu após denúncias de que seria derrubado. O edifício necessita de reformas urgentes.

O antigo edifício de três andares da Prefeitura Municipal popularmente conhecido pelo nome de “Prédio Amarelo”, com mais de 70 anos de existência, localizado na Praça de São Sebastião, no centro de São Gotardo, está cadastrado como um dos principais acervos do patrimônio histórico e cultural local.

E, justamente, por ocupar tal distinção deveria se encontrar em ótimas condições de conservação, mas não é o que se verifica. Tem sido alvo de constante menosprezo das autoridades que pouco ou nada se lembram dele. Por causa disto, acumulou muitos problemas e, agora, inspira muitos cuidados e necessita de reformas urgentes, antes do período de chuvas, para reparação de vazamentos no telhado, rachaduras e uma nova pintura em toda a estrutura.

Patrimônio de muita identificação com os moradores precisa de revisão até nas instalações elétricas

Patrimônio de muita identificação com os moradores precisa de revisão até nas instalações elétricas (clique na foto para ampliar)

Trata-se de empreitada já passando da hora, para se evitar, inclusive,  um grave acidente factível de ocorrer justamente com a laje de concreto da marquise do edifício. Ela apresenta claros sinais de alerta. Quem olhar para cima verificará nela trincados, rachaduras e manchas escuras resultantes de infiltrações característicos de notório desgaste pelo tempo. Já há quem preveja a possibilidade de ela se desprender e todo o seu  peso cair em cima de cidadãos ali passando, a todo instante. Qual seria a avaliação técnica do  engenheiro da prefeitura?

Apesar do paulatino deslocamento do comércio central para outros pontos da cidade, a histórica Praça de São Sebastião ainda reúne grande concentração de moradores. A calçada do edifício é percorrida, diariamente, por centenas de pessoas em busca de serviços públicos, bancários ou fazendo compras. Enquanto não se tem um pronunciamento oficial das autoridades públicas o mais recomendável é evitar passar debaixo da marquise. Como precaução, a prefeitura deveria até isolar o local com um tapume.

Rachaduras no concreto, sintomas da falta de conservação

Rachadura no concreto da marquise, o sinal vermelho? 

É verdade que o ano tem sido de pouca chuva e nem se sabe quando vai começar a cair água, pra valer, mas é certo que a situação se agravará ainda mais com as precipitações ocasionadoras de umidade, infiltração, vazamento e rachaduras, não constituindo nenhum exagero de prudência uma imediata providência por parte da Secretaria Municipal de Obras.

No país inteiro, seja em edifícios públicos ou privados, tem-se verificado ocorrências  de marquises desabando sobre pedestres, por falta de conservação, com muitos registros de óbitos, em total desrespeito aos constantes pedidos de providência. Nunca é demais lembrar o velho ditado: “mais vale prevenir do que remediar”.

 

 

 

 

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