Prédio Amarelo: população nunca permtiirá atentados contra ele

 População jamais permitiria atentados contra o Prédio Amarelo

Em ambiente de muito constrangimento, sem nenhuma solenidade, passando de maneira quase despercebida, acaba de ser reaberto ao público o histórico “Prédio Amarelo”, edifício público de três andares, no centro de São Gotardo, construído no final dos anos 30 do século passado que estava fechado e lacrado desde julho último, por determinação do prefeito Seiji Sekita sem dar nenhuma explicação.

Edificação mais vistosa e destacada na Praça de São Sebastião, o “Prédio Amarelo” é parte importantíssima do restrito acervo tombado, profundamente identificado com a população, por ter abrigado em suas salas, durante décadas, várias instituições de ensino. Seu brusco fechamento causou revolta e grande mobilização popular.

Durante todo o período em que permaneceu interditado, jamais houve, por parte do prefeito, quaisquer explicações sobre os motivos da medida, apesar de inúmeras tentativas deste site junto ao Departamento Cultural.

Por causa disto, a população passou a conviver com duas versões. Na primeira, estabeleceu-se que o imóvel, em decorrência de armazenar toneladas de arquivos no terceiro andar, teria sofrido rachaduras em sua estrutura.  Na segunda, espalhou-se que o prefeito tinha intenção de repassá-lo à iniciativa privada, que o demoliria para construção de uma área comercial.

Com a recente reabertura de atividades no imóvel, ocorrida tão silenciosamente quanto no fechamento, a população ficou ainda mais convencida da existência, sim, da intenção privatista do mandatário, pois elas não seriam reiniciadas se o bem público estivesse, de fato, ameaçado de desabar, conforme se especulou.

Esta dedução se dá também pelo fato de que o prefeito, não nascido no município, menosprezou todas as festividades de caráter cívico, tradicionalmente comemoradas, se negando até mesmo a liberar ajuda de custo, por menor que fossem. Enfim, atitudes sugestivas da falta de vínculo com as coisas locais.

Dentro desse procedimento irascível, o mandatário cancelou os festejos de carnaval, o aniversário de emancipação da cidade, os desfiles de Sete de Setembro, incluindo-se até mesmo a ajuda que sempre se deu às candidatas ao concurso Mis Minas Gerais.

A centenária Festa do Rosário ficará marcada, para sempre, na memória dos seus integrantes. As autoridades públicas, da  Prefeitura e Departamento de Cultura, além de não oferecerem estrutura e recursos financeiros, sequer compareceram às apresentações feitas, apesar das dificuldades, e ainda fizeram trancar em grosso cadeado o portão de acesso aos banheiros públicos, gerando graves transtornos aos participantes, incluindo crianças.

No lugar das comemorações municipais, o prefeito optou pela utilização de recursos em gordos salários a apadrinhados na área de saúde, sem licitação e sem os devidos contratos de trabalho. Atitudes estas que acabaram inflando um pacote de justificativas para uma CPI recentemente aberta contra ele.

                                                     Centroesteurgente@yahoo.com.br

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