Reza uma milenar tradição originária do país do sol nascente que o ambiente interno de uma residência familiar tem de ser absolutamente isolado do mundo exterior para impedir o contato com situações estranhas e inadmissíveis. Assim, o costume lá adotado de tirar os sapatos antes de se adentrar uma casa simbolizaria esta obrigatória separação que evitaria riscos de contaminação das dependências por indesejáveis elementos nocivos .

Com certeza, tal citação de tão sábio e belo costume suscetível de aplicação também no campo da ética, se encaixa em oportuno e necessário questionamento a ser feito aos dignos e probos descendentes originários desta nação estabelecidos na atividade agrícola de São Gotardo:  qual seriam suas reações se, de repente, o som da campainha anunciar as visitas do ex-prefeito Paulo Uejo e do atual  Seiji Eduardo Sekita?

Acaso  os receberiam em clima de alegria ou de constrangimento? E se aceitassem recebê-los, acreditariam que seus lares estarão  livres de influência perniciosa ainda que eles, conforme manda  a tradição,   deixassem os sapatos na porta de entrada? 

Não, claro que não! Seria muita tolice acreditar nesta hipótese. E por um insólito  motivo: as avaliações em torno de suas atividades no papel de agentes públicos à frente dos destinos do município são, inegavelmente, de verdadeiros maus exemplos em práticas criminosas e infracionais geradoras de gravíssimos danos morais e financeiros  ao município, conforme se verifica em resultados de  de CPIs, inquéritos policiais e decisões judiciais.

Sekita: maus exemplos

Sekita: maus exemplos

Paulo Uejo: ficha suja

Paulo Uejo: ficha suja

Seria muito pueril imaginar-se que estes dois, ao descalçarem   seus sapatos, deixassem na porta de entrada apenas as impurezasgrudadas no solado. Infelizmente, quando adentram as dependências de uma residência levam com eles, na mente e na alma, a consciência de todos os males praticados contra o povo e contra o erário enquanto representantes do poder público. Exemplos, enfim, que bons pais de família jamais permitiriam aos seus filhos.

Coincidentemente, os dois são de origem japonesa. Um deles, Uejo,  já teve os direitos políticos cassados, além de muitas outras acusações pendentes, ocasionando prejuízos de milhões ao erário público ao qual já tentou alcançar até mesmo através de um documento falsificado na Câmara Municipal com ajuda do atual presidente Claudionor Anicésio Santos. Já o outro, Sekita, trilha, celeremente, os mesmos caminhos da ilegalidade utilizando-se de mecanismos fraudulentos na tentativa de desviar recursos públicos.

Doloroso é ter de  constatar as conseqüências de tais atos de imoralidade sempre refletidos nas populações carentes, seja no desaparecimento de verbas milionárias durante a construção de casas populares e no capeamento do Córrego Confusão, seja nos  desvios  de recursos na sacrificada área de saúde.

É presumível supor, portanto, que a laboriosa atividade das famílias de origem japonesa centrada na produção de riquezas agrícolas como fruto exclusivo do suor e sacrifício não se coadune com o estilo parasita dos seus dois irmãos políticos cuja marca característica tem sido de apropriação indébita dos preciosos e sagrados recursos destinados  à população carente.

Assim sendo, não se pode apenas pedir que Seiji e PU tirem seus  sapatos quando baterem às portas de uma residência. Torna-se obrigatória a exigência de que eles parem de frequentar lares de pessoas decentes.

A numerosa descendência de famílias japonesas, hoje, radicada no municípios com seus filhos, netos e bisnetos compõe o cerne da sociedade de São Gotardo. Portanto, se encontra eticamente comprometida no dever de se levantar contra tamanhos desmandos, mas parece propositalmente obtusa quando deixa de ouvir e de ver os malefícios causados por esta dupla.

                                                    centroesteurgente@yahoo.com.br

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