Transparência, qualidade dos serviços públicos, fim da corrupção, foram  motivos que levaram o povo às ruas, em todo o país. Prefeito Seiji Sekita não pode se esquecer disto.

Transparência, qualidade dos serviços públicos e fim da corrupção, foram motivos que levaram o povo às ruas, em todo o país. Se caíram tarifas exageradas de ônibus por que não recuperar o dinheiro cobrado errado pela COPASA?  O prefeito Seiji Sekita não pode se esquecer disto.

A população de São Gotardo, no Alto Paranaíba,  deixou claro durante as manifestações de rua sua exigência pelo cancelamento  do contrato de esgoto  firmado entre a Copasa e  prefeitura, no mandato do médico Paulo Uejo,  além da devolução das tarifas cobradas estimadas em R$ 2.500 milhões, mas segundo   informações está havendo jogo de empurra do atual executivo municipal receoso de entrar na Justiça e ser alvo de represálias, por parte do Governo Estadual,   com o corte de  outros benefícios.

 Mesmo sendo verdadeira, tal ameaça  não  pode ser admitida como motivo a  ser levado  a sério, pois se trata de reivindicação popular, de plena iniciativa do povo, manifesta em documento com centenas de assinaturas, situação  que exime a cidade das possíveis  tentativas de punições. Além disto,   a Justiça é o  lugar certo para dirimir questões, pacificamente,  e quem estiver certo ganha.

E se ficar comprovado, no processo, intenções de radicalização, por parte da Copasa  e de órgãos estaduais,  eles, simplesmente, têm de ser punidos, severamente. O prefeito Sekita precisa saber que sopram  novos ventos no Brasil com cheiro de mudanças, exigindo transparência e qualidade nos serviços públicos. Aquele órgão  não estaria nada mais que cumprindo   o dever de atender  bem os seus usuários, ouvindo seus pleitos, mesmo se for na Justiça.

É certo que a Câmara Municipal manifesta intenção de anular o contrato bem como exigir a devolução, mas, juridicamente, somente pode fazê-lo quem assinou o compromisso com a Copasa, no caso a prefeitura. A advogada Sydney Miranda Fonseca  já teria um documento redigido, mas para  ser protocolado no Ministério Público, solicitando providências. Entretanto,  cópia dele poderia ser entregue também  à Casa Legislativa.

O que não pode ser admitido  é o prefeito se sentir amedrontado  e deixar de atender uma reivindicação  do povo pelo menos no que diz respeito às cobranças injustas. Sabe-se que a Copasa pretende inaugurar as obras  do sistema de esgoto em junho do ano que vem. Isso sendo verdadeiro impediria o cancelamento do contrato  firmado no mandato do médico Paulo Uejo, dado o adiantamento dos serviços, mas nada impediria recuperar o dinheiro surrupiado.

Caso o executivo municipal deixe de fazer valer os justos direitos do povo,  pelos motivos alegados, estará fazendo opção pelo comodismo, submissão e  até covardia, que   só servem  para reforçar o autoritarismo  de órgãos prestadores de serviços públicos sempre insensíveis  a ouvirem o clamor do contribuinte. É disto que a população brasileira, finalmente, se cansou, demonstrando não  ter mais nenhum pingo de paciência para suportar tanto descaso.

Sr. Sekita, a sociedade, ao mesmo tempo que reivindica,  lhe outorga cobertura política  e lhe empresta  legitimidade  para as necessárias medidas, motivo pelo qual não há nada a temer. Executivo e cidadãos  estarão irmanados numa só causa.   Quando um exército vai à guerra sob as bênçãos do seu  povo mesmo no caso de derrota  será recebido com os  louros da honrosa luta  nos campos de batalha.

O leitor Fábio escreveu para este site e faz acusações a Paulo Uejo, citando também o ex-deputado Chico Uejo. Caso eles queiram prestar  esclarecimentos, a oportunidade lhes será concedida. Leia a carta de Fábio:

“Não podemos deixar o povão  esquecer que quem vendeu a rede de esgotos para a Copasa foi o ex prefeito Paulo Uejo. Os vereadores que votaram pela aprovação do projeto, na calada da noite, e pela segunda vez, após ter sido derrubada pelo juiz, foram:  José Luis, Paulo Cesar, cunhado do PU, Tomé,  Lúcio , Mozar, e um que já faleceu .

– Também não podemos esquecer que a rede de esgoto era um capital de dez milhões e foi vendida pela “bagatela” de Um milhão e Duzentos Mil Reais, apenas 12% do valor. Será que alguém não levou uma grande vantagem nesta negociação, ou alguns ativos da Copasa? Vale lembrar que o ex deputado estadual CHICO UEJO assinou, como testemunha, no contrato, ou seja Pai e Filho estiveram envolvidos na negociata, além do deputado Diego Andrade; neste angú tem caroço. Não podemos esquecer os traidores do povo de São Gotardo”.

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