Cristiano Veloso tem  medo de enfrentar  geólogo Pedro Ferrari

Com medo, Cristiano Veloso não responde denúncias de Ferrari

Dizem que a Justiça, por ser cega, nem sempre pode ser entendida nos seus mais recônditos meandros de fazer cumprir a lei. De fato, não é nada fácil a compreensão dos seus mecanismos. Por isso, se diz que sua aplicação nunca é igual para todos. Por exemplo, o que ocorreria a alguém que roubasse um talão de cheques e fizesse compras na praça, efetuando pagamentos com assinatura falsificada? Seria preso, claro, e condenado à prisão. Pelos menos é esta a dedução.

Mas suponhamos também outro caso na área da Justiça: o que deveria ocorrer a cidadãos de uma empresa que, durante cinco anos, entre tantas irregularidades, falsificam documentos e relatórios planejados dolosamente com riscos de crimes ambientais gravíssimos, mentem, invertem índices científicos de renomados órgãos públicos, iludem e mobilizam a população de duas cidades para uma falsa audiência pública, cometem delitos de falsidade ideológica, inventam número de registro no Ministério da Agricultura e ainda têm seus objetivos rejeitados e colocados sob graves suspeitas por pessoas e instituições de credibilidade no mundo inteiro?

Ora, não há dúvida, também devem ser penalizados, duramente! Sim, pois são crimes gravíssimos! Surpreendentemente, acredite quem quiser, isso não ocorre em São Gotardo onde a firma Verde Fertilizantes, após cometer essas ilicitudes, ainda está sendo premiada com o direito de passar uma borracha em tudo e apresentar um novo relatório de exploração de potássio nos maciços do Rio Indaiá. Que outro cidadão mereceria tamanho privilégio?

Rejeitado no mercado de fertilizantes onde suas ações têm, hoje, apenas o valor simbólico de U$ 0,20 e ainda muito mais desmoralizado que os falidos investimentos de Eike Batista, o tão badalado projeto de extração de potássio da empresa Verde Fertilizantes, em São Gotardo e Matutina, no Alto Paranaíba, há muito, já figura na lista de sedutoras mentiras plantadas na região e posteriormente consideradas mortas e sepultas, mas mesmo assim seus restos se debatem no túmulo, como se quisessem ressuscitar.

Há poucos dias, seu presidente Cristiano Veloso, plantou em um jornal de São Gotardo,  a intenção de não interromper os planos de extração de potássio nos maciços do Rio Indaiá e que, no próximo ano, estará comercializando um novo arranjo agora rotulado sob o nome de Termopotássio, o mesmo já questionado pela Bolsa de Valores de Toronto e desqualificado pelo próprio prefeito de São Gotardo, um grande produtor rural.

1393658_681088941924650_1783468822_nÉ muito estranho que o sr. Veloso não venha a este site fazer a defesa do seu produto, apesar dos nossos insistentes convites sempre manifestos ao final de cada matéria. No Centroesteurgente o sr. não terá de pagar um centavo sequer, sr. Cristiano.

Há mais de cinco anos, este senhor estabeleceu campo de ação nestes dois municípios sem nunca ter instalado ali um escritório ou mesmo adquirido sequer um metro de terra como prova de confiança nos investimentos. Não obstante, não tem feito outra coisa  se não gerar suspeitas gravíssimas de irregularidades.

No anúncio recente publicado no jornal de São Gotardo, impregnado de novas mentiras, o dono da VF mostra o quanto é despreparado e vazio de conhecimentos em torno dessa atividade mineral exigente de condicionantes altamente científicas, e deixa escapar, infantilmente, uma confissão pública reveladora da total inviabilidade do suposto projeto. Uma confissão, enfim, que desmorona toda a falácia perante a comunidade científica, exatamente, no cerne em torno do qual deveriam se encontrar solidificadas suas propostas.

Em outras palavras, na sua rotineira tentativa de vender mentiras bombásticas sempre apresentadas em nova rotulagem acabou caindo, ingenuamente, na arapuca que ele mesmo armou para pegar cidadãos incautos, comprovando que seu projeto é tresloucado e inviável, economicamente.

No mundo científico, todos sabem que o diferencial de um fertilizante é, exatamente, sua característica de solubilidade em água, sem o qual não tem efeitos sobre as plantas. Mas ele, pelo contrário, usando de má-fé ou ignorância, afirma, absurdamente, que o sucesso do Termopotássio constitui no fato de o produto não ser solúvel em água. Vejamos, primeiramente, sua declaração:

“O TERMOPOTÁSSIO, COMO FOI ATESTADO POR PESQUISAS CONDUZIDAS PELA UNIUBE, NÃO É SOLÚVEL EM ÁGUA E MESMO COM AS CHUVAS ELE NÃO SE PERDE, ELE CONTINUA DISPONÍVEL NO SOLO, DIFERENTE DO CLORETO DE POTÁSSIO QUE É ALTAMENTE SOLÚVEL EM ÁGUA”; (….) FORAM FEITOS TESTES TAMBÉM EM LAVOURAS DE CANA DE AÇUCAR, EM GOIÁS, FICANDO MAIS UMA VEZ CONFIRMADA UMA CARACTERÍSTICA EXCEPCIONAL DO TERMOPOTÁSSIO QUE É A DE PERMANECER NO SOLO PARA OS PRÓXIMOS PLANTIOS, O QUE REPRESENTA UMA ECONOMIA ENORME PARA O PRODUTOR”.

Em cinco anos, denúncias de Ferrari nunca foram contestadas

Em cinco anos, denúncias de Ferrari nunca foram contestadas

Pois muito bem, vejam as considerações científicas aqui sempre defendidas pelo geólogo Pedro Gervásio Ferrari bem como dos seus colegas da Universidade de Brasília e demais membros da comunidade científica. Todos eles sabem que o diferencial na área de fertilizantes é a solubilidade do produto em água, sem a qual uma planta jamais será beneficiada.

De quebra, baseando-se nisso, já se pode dizer que o Termopotássio não terá qualquer serventia, pois não serve como adubo. A prova disto pode ser tirada na própria região do verdete. Quem conhece suas áreas em Vila Funchal, Matutina, Dores do Indaiá, Quartel Geral, Quartel São João e Cedro do Abaeté, sabe que a vegetação nelas distribuída é sintomaticamente carente de bom desenvolvimento por que não se beneficia do potássio nelas contido. O motivo é óbvio. As raízes das plantas não absorvem as propriedades do minério por ser impossível sua separação do torrão de cor esverdeada, pois não ocorre, nesse caso, o fenômeno da solubilidade em água.

Fosse esse mineral solúvel, a região do verdete não teria aquela paisagem rústica, desolada e ressecada que pouco se modifica nem mesmo quando sob período de chuvas intensas. Aliás, a paisagem até que melhora no período chuvoso, mas por conta exclusiva da umidade. Nunca pelo potássio, pois as raízes não conseguem absorver suas propriedades. É ai que se explica o fracasso do plano da VF. Não existe tecnologia, em qualquer lugar do mundo, capaz de separar o potássio da argila solidificada. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA jamais aprovaria um produto para fertilizante que não seja solúvel em água.

A propósito, o dono dessa empresa afirma que o Termopotássio está registrado no MAPA sob o número MG-90773 10000-3. Convidamos nossos leitores a visitarem o site do órgão para ver se o encontram. Este site  nunca conseguiu.

Ainda no caso do verdete, o mineral sempre esteve lá, há milênios, entra ano sai ano,  mas não se pode jamais afirmar que ele está disponível à vegetação, por não ter solubilidade. Portanto, o que se verifica é justamente o oposto à nova falácia defendida pela VF.

Outro absurdo foi  a citação de Veloso ao nome do professor emérito Derek Frank da Universidade de Cambridge a quem aponta como o especialista responsável pelo processo de separação do potássio da rocha verdete. Acontece que na Inglaterra a outorga do título de professor emérito é exclusividade da rainha. Por causa disto, torna-se fácil a qualquer cidadão do mundo acionar a internet se quiser localizar professores eméritos do Reino Unido, existindo  imensa lista de outorgados, por especialidades.

Como não se sabe a especialidade do mestre apontado pela VF há que se procurar nome a nome na grande listagem. Foi o que fez a editoria deste site, mas  o único professor emérito encontrado com o nome Derek Frank  não pertence à Universidade de Cambridge e sim a Universidade de Newcastle. E, pasme-se, ele atua na área de medicina como especialista em PATOLOGIA HUMANA (Patologia: ramo da medicina que trata da natureza, causa e sintomas das doenças; desvio das condições normais de saúde).

No intuito de se desmascarar mais essa mentira intolerável de Cristiano, a editoria deste site enviou à embaixada da Inglaterra cópia da publicação do jornal de São Gotardo  referindo-se ao professor, para a devida providência quanto a utilização indevida do seu título. Não existe possibilidade alguma de um especialista em patologia humana realizar pesquisa de extração de potássio. Até quando o Ministério Público de São Gotardo vai tolerar tamanha empulhação?

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