Odair Mussi enviou requerimento ao prefeito de São Gotardo

Odair Mussi enviou requerimento ao prefeito de São Gotardo

Quase três meses depois de fechar e lacrar o edifício público cadastrado no acervo histórico com o popular nome de “Prédio Amarelo” a Prefeitura de São Gotardo, no Alto Paranaíba,  se mantêm radicalmente firme no propósito  de não divulgar os motivos da interdição. Não obstante,  tal como ocorre  em tudo onde se registra  falta  de transparência, o órgão já não tem como evitar graves especulações.

Pelos boatos cada vez mais fortes, o fechamento do imóvel  teria sido decidido muito antes das eleições. Um representante da iniciativa privada se beneficiaria  de um processo de  privatização através da qual o referido patrimônio público seria demolido  em troca de outras atividades com fins comerciais.

O barulho das cobranças por esclarecimentos já repercutiu na Câmara Municipal. Por causa disto, o vereador Odair Mussi, dia 02 último, encaminhou um requerimento ao prefeito Seiji Sekita solicitando  uma série de respostas.Leiam, ao final desta matéria.

E como a interdição ocorreu de maneira absolutamente silenciosa, em total sigilo, suspeita-se  que o prefeito, sem jamais ter esperado reações da sociedade, estaria, agora, procurando uma saída política ou até mesmo esperando o esquecimento da população. Ele  não disporia de nenhuma documentação legal, tecnicamente, da medida, tal como, por exemplo, o laudo do Corpo de Bombeiros, sendo este um dos  motivos de sua  recusa em fornecer informações.

E dentro desse raciocínio a Prefeitura não teria também o que explicar no caso de ter mandado queimar toneladas de arquivos considerados preciosos acervos  históricos até então guardados no terceiro andar. Dizem que o lixão da cidade serviu de forno crematório para dar fim a milhares de pastas.

De uma coisa não se pode duvidar: o Prédio Amarelo é um bem público catalogado no acervo histórico, devidamente tombado por lei e,  por isso mesmo, intocável. Qualquer decisão em torno dele tem de ser submetida à sociedade em processo de consulta popular  devidamente apreciado pela Câmara Municipal.

O prefeito Seiji Eduardo Sekita, o vice Carlos Camargos, a secretária de Educação, Marilene Teodoro  e a diretora do Departamento de Cultura, Maria de Lourdes Castro Urbano, em momento algum, podem se arrogar no direito de apontar  culpados  pelas graves especulações ora se espalhando  pela cidade. Na verdade, eles são os únicos responsáveis pelo atual clima de desconfiança  porquanto, no papel de servidores da municipalidade, deixam de fornecer informações transparentes sobre seus atos.

Prédio estimado pelo povo cointunua gerando polêmicas

Prédio estimado pelo povo continua gerando polêmicas

Acabar com estas dúvidas e interrogações não é nenhum favor destas autoridades, é um dever do qual  não podem fugir. No dia seis de setembro, este site enviou um questionário ao Departamento de Cultura, até hoje não respondido, mas que  qualquer autoridade empenhada na proteção de um bem público se sentiria orgulhosa e envaidecida  de torná-lo público, esclarecendo tudo. Dia dois deste mês,  o vereador Odair Mussi,  em ofício encaminhado ao prefeito, formulou uma série de perguntas. Leiam, na íntegra:

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