Leonardo

Leonardo D. Coelho

 

Vanderlei R. Paulo

Vanderlei R. Paulo

Elias F. Araujo

Elias F. Araujo

Osanan Veloso

Osanan Veloso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vergonhoso, grotesco, constrangedor e atentatório aos interesses legítimos da população de Dores do Indaiá. Atitude de subserviência, cumplicidade e de gravíssimas conseqüências para o município. Manobra de total despreparo ao exercício do cargo, ato de verdadeira molecagem contra a sociedade, revoltante e inadmissível!

Pois é isto mesmo, prezado leitor! Nesta cidade do Alto São Francisco, quatro dos seis vereadores da base sempre identificada com o ex-prefeito Joaquim Cruz, alegando “razões de foro íntimo”, decidiram não participar da nova CPI criada para investigar suspeitas de crimes gravíssimos praticados na Prefeitura Municipal nos quais figuram o ex-governante, a tesoureira-chefe Nilma Carla Gomes Pinto e sua auxiliar Neide Oliveira.

São eles: Osanan Veloso Santos (PSDB), Elias Ferry Araujo (PTC),  Leonardo Diógenes Coelho (DEM) e Vanderlei Rodrigues de Paulo (PROS).  Também fazem parte deste grupo de sustentação ao ex-prefeito Cruz o atual presidente da Casa Legislativa José Marinho Zica e o vereador José Oldack Pinto. Marinho não pode participar da CPI, como presidente da casa, e  Oldack está legalmente impedido, por ser marido de uma das acusadas Nilma Carla. Mesmo assim, a manobra lhe é de oportuna conveniência, pois não se entenderia qualquer iniciativa dele contra a própria esposa.

Decisão dos vereadores maculam  finalidades nobres da Casa Legislativa

Decisão dos vereadores macula finalidades nobres da Casa Legislativa

Estas absurdas justificativas dos vereadores, pelo ineditismo e pelo descaramento, equivalem a um gesto de menoscabo às leis e aos seus próprios deveres de investigar crimes contra o erário público. E tais afrontas sugerem inevitáveis questionamentos: como pode um vereador usar o tão evasivo e dúbio termo “foro íntimo” para se safar do seu obrigatório dever de fiscalizar e investigar denúncias na área do executivo?  Como pode um vereador abdicar da missão de guardião dos interesses principais da população que lhe paga o régio salário de R$ 4 mil e ainda lhe banca substancial ajuda de custo? Como pode um vereador menosprezar 13.700 cidadãos para livrar algumas pessoas de punições por práticas de ilegalidades altamente lesivas ao município?

Nesta cidade de Dores do Indaiá, há décadas, se pratica nociva cultura do uso da política como fria atividade mercantil mirada na apropriação indébita do erário e de bens públicos, em ações de corrosiva destruição da histórica localidade. Até quando persistirão tais imoralidades? O termo empregado, de apenas dois vocábulos, “foro íntimo”, ainda permite outras interpretações: teriam os vereadores, em pacto de prévia combinação, feito opção pelo vergonhoso ato de acumpliciamento? Seria essa jogada uma tentativa de sufocar provas irrefutáveis de crimes praticados?

Pior ainda é a constatação das abjeções sobre as quais traçaram seus projetos políticos. Pela prática delas se deduz a total incapacidade deles de compreender as mensagens embutidas nas palavras “altruísmo” e “representatividade popular” inerentes ao bom agente público. Concomitantemente, se verifica neles a total ausência de sensibilidade para percepção de suas deprimentes situações de desgaste moral perante a sociedade, distantes que estão de apenas dois anos e meio das próximas eleições.

Todo cidadão, seja qual for o tipo de delito praticado, tem direito a ampla defesa. Neste sentido, os quatro vereadores não teriam cometido nenhum ato de injustiça ou de impedimento à defesa das duas servidoras ora sob suspeita e nem do ex-prefeito, caso aceitassem compor a CPI. Constitui dever inalienável e impostergável dos seus cargos a aceitação de todos os procedimentos de investigação quando há indícios de roubo e malversação do erário público. Como citação de exemplo, de nada adiantou, no Congresso Nacional, a tentativa do PT e PMDB de dificultar a criação da CPI sobre escândalos na Petrobrás. Coube ao STF colocar um fim às absurdas obstruções.

E ainda merece  aqui uma última pergunta: teriam as dúbias alegações dos referidos vereadores o objetivo único de disfarçar intenções de matar a CPI no nascedouro? É o que tudo indica, mas de afrontosas conseqüências morais ao município: transformaram o plenário da Casa do Povo em valhacouto de maus cidadãos. Suas manobras representam garantia de imunidade aos rotineiros  piratas do tesouro municipal em moldes similares às outorgas das cartas de corso adotadas no passado, por monarcas.

Dores do Indaiá vem sendo penalizada, há décadas, por esse tipo de política sórdida sob influência de forças ocultas pelas quais a subserviência de vereadores sempre é utilizada como arma para abafar crimes contra o patrimônio público.

Facebooktwittergoogle_pluspinterestlinkedinmail
rss